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quarta-feira, 28 de agosto de 2013
segunda-feira, 26 de agosto de 2013
sexta-feira, 23 de agosto de 2013
terça-feira, 13 de agosto de 2013
ENTENDA A EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA
Por João Dias de Queiroz
Para
surpresa de muitas pessoas, a educação a distância (EAD) já existe há muito
tempo. Na verdade, ela funcionava inicialmente usando o correio convencional
como meio de transporte de material – basicamente texto e figuras – entre o
professor e o aluno. Com a evolução das tecnologias de informação e
comunicação (TIC), a possibilidade de interação entre professor e alunos se
tornou muito mais ágil e eficiente, ampliando essa interação, na forma de
colaboração, principalmente entre os próprios alunos envolvidos nesta dinâmica
de aquisição e compartilhamento de conhecimento.
A partir
desta concepção mais recente, podemos afirmar que educação a distância é o
processo de ensino-aprendizagem que utiliza as tecnologias de informação e
comunicação para dar suporte à adequada convivência não presencial entre as
pessoas envolvidas neste processo, viabilizando a interação e colaboração que
levam à difusão e consequentemente, à aquisição de conhecimento. Neste novo
cenário, o professor deixa de ser o canal único de comunicação, para ser o
agente mediador no processo de construção do conhecimento entre os diversos
atores. Vivemos tempos de fartura de informação, e o papel do professor é
fundamental para que o grupo não perca o foco, e consiga ser objetivo e
produtivo, chegando a resultados que, mesmo a partir de ritmos individuais
diferentes, proporcionam benefícios concretos aos alunos.
Em um
mundo cada vez mais exigente em termos de valorização de pessoas com novos
conhecimentos e habilidades, e ao mesmo tempo repleto de restrições de
mobilidade urbana, a EAD torna-se uma opção natural para quem precisa adquirir
e reciclar conhecimentos, sem as restrições habituais e em ascensão de tempo e
deslocamento.
Com a
redução dos custos dos equipamentos de informática e a existência de serviços
de Internet relativamente rápidos e não muito caros, o acesso a um curso na
modalidade EAD hoje em dia torna-se plenamente viável, ao contrário do que
acontecia alguns anos atrás. Além disso, a maioria dos cursos oferecidos nesta
modalidade estão sendo disponibilizados para acesso em dispositivos móveis, o
que facilita ainda mais a sua utilização.
Quanto à
qualidade, os cursos oferecidos no modo EAD vêm tendo uma avaliação que em
muitos casos supera a dos cursos presenciais, desmitificando uma antiga crença
disseminada no ambiente educacional.
É
importante salientar que o aluno de um curso feito à distância deve adotar
algumas posturas que contribuirão para que possa ser bem sucedido. Em primeiro
lugar, é preciso fazer uma boa gestão do tempo ao longo do curso, para que as
atividades solicitadas sejam realizadas plenamente e no prazo estabelecido.
Caso contrário, o aluno se sentirá desestimulado a concluir o curso, assustado
com as pendências que crescem a cada dia, gerando uma sensação de impotência
e desânimo. Outra característica importante é a participação ativa nas
atividades coletivas (fórum de discussões, por exemplo), de maneira que haja um
equilíbrio entre as necessidades e habilidades individuais e as do grupo, de
forma que todos saiam ganhando. Finalmente, o aluno deve se familiarizar com o
ambiente de aprendizado on-line, para que possa participar de todas as
atividades previstas sem maiores dificuldades.
João Dias de Queiroz é Graduado em Processamento de Dados pela UFBA e Mestre em
Informática pela PUC-RJ. Doutorando no Doutorado Multi-institucional e
Multidisciplinar em Difusão do Conhecimento – DMMDC, oferecido pela UFBA e
outras instituições parceiras. Professor da Escola de Administração da UFBA.
Vivência na área de Ciência da Computação com ênfase em Sistema de Informação,
principalmente em tecnologia aplicada à educação, e-learning, EAD e gestão do
conhecimento. Coordenador de e-learning no ILEX – Instituto Lex de Educação e
Desenvolvimento.
quarta-feira, 3 de julho de 2013
O QUE FAZER EM 10 MINUTOS
Segundo o biólogo John
Medina, esse é o tempo de que dispomos para conquistar o interesse de uma
plateia. E ele ensina como aproveitá-lo realmente bem.
O que não falta por aí são “verdades” sobre o cérebro
humano. Entre outras coisas, dizem, por exemplo, que usamos apenas 10% de seu
potencial e que existem personalidades regidas pelo hemisfério direito e
outras, pelo esquerdo.
Cansado de ouvir algumas dessas “verdades”, o biólogo
molecular John Medina decidiu escrever o livro - Aumente o Poder de seu cérebro:
12 Regras para uma Vida Saudável, Ativa e Produtiva (ed. Sextante). Entre seus
objetivos estava o de esclarecer o que se sabe e o que não se sabe sobre o
cérebro.
Segundo Medina, pesquisador do funcionamento do cérebro
há quase três décadas, ainda ignoramos muito sobre esse órgão. As condições que
propiciam seu bom funcionamento são conhecidas, mas pouco se sabe sobre os
detalhes da operação.
No livro, ele aponta alguns princípios aplicáveis ao
mundo dos negócios, e destacamos a seguir os relativos à dinâmica das reuniões,
que pode ser turbinada com alguns conselhos.
CONTRA O TÉDIO, PAUSA E
HUMOR
A experiência cotidiana mostra que, durante uma reunião
de trabalho, as pessoas tendem a ficar entediadas e a não prestar atenção ao
que está sendo tratado. Por isso, bons resultados requerem três pontos-chave:
- O cérebro humano primeiro
processa a informação mais importante, depois os detalhes. Ou seja, se o
orador começar pelos detalhes, a plateia ficará dispersiva.
- No primeiro minuto da
apresentação, os ouvintes já começam a se perguntar se continuarão
prestando atenção. Como presenciamos no dia a dia, 90% das pessoas se
aborrecem nas reuniões por falta de motivação e normalmente rejeitam o
expositor, em especial se este usar PowerPoint. Como conquistar e manter a
atenção? Aproveite os primeiros minutos para enfatizar o mais relevante,
sem entrar em detalhes, e, aos 9 minutos e 59 segundos, faça uma pausa;
nos próximos 10 minutos, outra. Haverá tempo de retornar aos temas
centrais.
- O cérebro, em qualquer situação,
automaticamente levanta várias interrogações, ligadas à possibilidade de
uma ameaça e à necessidade de se defender, mas também elabora algumas
questões relacionadas com os centros de prazer – os mesmos que usamos para
rir. Portanto, segundo Medina, se você for capaz de contar uma boa piada
ou ao menos uma história interessante, ativará as áreas do cérebro dos
ouvintes que respondem bem ao humor e, assim, manterá a audiência atenta.
CONTRA DISTRAÇÕES, PAUSA
E RAPIDEZ
Deve-se proibir o uso de telefones e laptops durante uma
reunião? Quem decide é o orador, mas vale a pena insistir em que nossa
capacidade de prestar atenção não é contínua e tem limites. Mesmo quando fica
focada no expositor, a maioria dos ouvintes, ao fazer anotações, não consegue
entender o que está sendo dito: a estratégia adotada é anotar e depois voltar a
ouvir. Agora, se a apresentação é entediante, a distração toma conta de todos.
Na maior parte das vezes, como explica Medina, tudo depende de quem fala: se
for convincente, claro, emotivo e deixar a plateia tomar fôlego a cada 10
minutos, todos desligarão o telefone e o computador para prestar atenção.
Um truque eficiente? Falar com rapidez suficiente para
que o ouvinte pense: “Preciso prestar mais atenção ou vou perder o que está
sendo dito”. Obviamente, a velocidade não pode chegar ao ponto de a mensagem
ser ininteligível.
Publicado na Revista HSM
Management nº 98 – Maio-Junho 2013
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013
CICLO DE VIDA DAS ORGANIZAÇÕES VERSUS MUDANÇAS ORGANIZACIONAIS
Por
Arlindo Braga Senna
À
semelhança dos seres vivos, as organizações têm ciclos de vida que vão do
nascimento até a sua morte. A duração da cada um desses ciclos varia de uma
para outra; algumas têm um crescimento acelerado e atingem a maturidade em
pouco tempo, outras têm um crescimento mais longo, mas, em compensação, de um
modo geral quando atingem à maturidade o fazem de maneira mais segura e mais
duradoura. O que depois, se não ocorrerem mudanças de rumo que assegurem uma maior
sobrevida, é o declínio e a morte.
O
propósito deste texto não é, logicamente, esgotar possíveis discussões sobre
cada ciclo, mas fazer uma introdução para que, eventualmente, os dirigentes de
Organizações possam se debruçar sobre o tema e fazer uma análise situacional no
aqui e agora de suas instituições com vistas a um exercício de
prospecção sobre o futuro.
Abaixo
apresentamos dois dos inúmeros modos de se analisar os ciclos de vida das
organizações:
|
Modelo Funcional
|
1. Início
2. Sobrevivência 3. Crescimento 4. Expansão 5. Maturidade
6. Morte
|
|
Estágios de Desenvolvimento
|
1. Nascimento
2. Crescimento
3. Maturação e institucionalização
4. Renovação
|
Após
a renovação, há a repetição da maturação e institucionalização e também da
renovação - geralmente em períodos menores - e, por fim, a estagnação e
eventual morte.
Para
ajudar no estabelecimento de uma linha de pensamento, ousamos apresentar alguns
questionamentos para que, numa espécie de brainstorming,
os dirigentes possam adotar um posicionamento em relação às Organizações e a seus
eventuais problemas.
São
eles:
Ø O
que somos?
Ø Como
somos?
Ø O
que queremos; estamos satisfeitos com o que temos ou onde estamos?
Ø É
imperiosa uma mudança no rumo e no negócio da instituição?
Ø Se
for necessária uma mudança, qual?
Ø Estamos
dispostos a ousar? A mudar de paradigmas?
Ø Em
caso de mudança, estamos cientes e conscientes da necessidade de uma postura de
pensamento e ação convergentes?
A
grande maioria dos dirigentes de Organizações que chegam a atingir o ciclo da
maturidade, não se dá conta de que a partir daí deve ser acesa a luz amarela
que alerta para o perigo da acomodação, da tomada de decisões única e
exclusivamente baseadas no usual modo de agir, que é o prenúncio da estagnação
seguida de morte; o que é novo é perigoso, pensam muitos deles.
A
semelhança das organizações com seres vivos, no que tange à duração de cada
ciclo, deixa de existir; os períodos de cada ciclo que nos seres vivos são mais
ou menos previsíveis, nas organizações não o são. A maturidade das organizações
pode durar uma eternidade se for seguida de pequenos e eventuais ajustes de
percurso necessários conforme o ambiente interno e externo de cada uma. As
transições entre os ciclos não se dão de uma hora para outra; ocorrem
paulatinamente e mais das vezes passam despercebidas aos olhos menos atentos
daqueles diretamente envolvidos. Portadores que são de certa miopia organizacional, não “sentem” a necessidade
de mudar evitando que a organização ingresse na fase cruel da deterioração e
morte. Daí o papel importante de uma consultoria externa que pode detectar o
que é necessário para uma mudança do paradigma organizacional em curso.
Quando
os dirigentes não reconhecem a existência de patologias organizacionais e não se
apercebem da necessidade de mudanças, a organização marcha, inexoravelmente,
para o fim. Primeiro ocorrem os sintomas mais fortes no ambiente interno pelo
enfraquecimento, nos funcionários, do senso de “pertencimento” que só persiste
enquanto pensam em si mesmos como membros de uma coletividade na qual se
identificam com valores, eliminam medos e potencializam aspirações. Depois, os problemas se refletem no ambiente
externo colocando em perigo o trato com parceiros já existentes e, por fim,
inviabilizam a entrada de outros parceiros potenciais que se afastam pressentindo
que “há algo de podre no reino da Dinamarca”.
Mudanças
oriundas do meio ambiente podem ameaçar a sobrevivência dos seres vivos que
possuem mecanismos capazes, dentro de certos limites, de manter suas células em
condições adequadas à vida, mantendo um equilíbrio: a homeostasia do grego hómoios,
"semelhante; igual" + stasis,
"situação" (ou ficar parado) + ia. Quando isto ocorre nas
organizações, o perigo é de que atitudes defensivas dos seus dirigentes se
limitem à simples tomada de decisões corriqueiras pontuais como se estas fossem
uma vacina capaz de impedir o progresso dessas mudanças indesejadas, impedindo,
também, que outras de caráter inovador possam ser usadas para um melhor
controle da situação.
Ao
contrário da homeostasia, a entropia é uma medida do grau de desorganização que pode levar um sistema à falência
(entropia negativa). Já no âmbito das organizações, ela significa “um sistema
que não se adapta ao seu ambiente externo”.
No
ser vivo a homeostasia pode ser
perturbada, por um lado, pelo estresse, que é qualquer estímulo que cria um
desequilíbrio no seu meio interno e pode, por outro, ter origem no meio
externo na forma de estímulos tais como o calor, o frio ou falta de oxigênio.
Nas organizações o desequilíbrio quando provém de fatores externos, pode vir
pelo descrédito dos parceiros/clientes e pelo acirramento da concorrência que
se aproveita das fraquezas do oponente para atuar de modo mais agressivo na
busca por novos contratos. Sobrevém a perda das condições de competitividade.
A
busca do equilíbrio muitas vezes, diria até quase sempre, demanda a tomada de
decisões ousadas que possibilitem à organização evitar o “acomodamento” e, ao
mesmo tempo, buscar o equilíbrio interno sem se descuidar das relações com o
ambiente externo. Em suma, adotar ações inovadoras, investir no seu ativo
humano, em novas tecnologias e na melhoria do clima organizacional como um
todo.
Redução
nos custos, simplesmente, nem sempre são uma solução plausível, pois pode
significar um declínio de produtividade. Esse tipo de ação que na aparência pode
vir revestida de uma pseudo eficiência, nem sempre se mostra eficaz e efetiva. Em
geral quando há crise parte-se de pronto para demissão de pessoal. Para os chineses o
ideograma crise tem também o sentido de oportunidade;
para os ocidentais, pessimistas por excelência, crise é sempre associada a
problemas.
Ao
invés de demissão os gestores deveriam estar preocupados em encarar os gastos
com pessoal, com prospecção de negócios e com a busca de novos parceiros
externos, como investimentos que o são na realidade.
Arlindo Braga Senna é
Administrador pela Escola de Administração da UFBA
Mestre
em Administração de Empresas pela Michigan State University
Professor
aposentado da Escola de Administração da UFBA
Consultor
de Empresas
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013
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