ESTE BLOG TEM COMO OBJETIVO DIVULGAR MEUS ARTIGOS, E DE OUTROS AUTORES, RELACIONADOS A TEMAS NA ÁREA DE ADMINISTRAÇÃO ESTRATÉGICA E CORRELATAS. AS OPINIÕES AQUI EXPRESSAS SÃO DE INTEIRA RESPONSABILIDADE DOS AUTORES.
quarta-feira, 3 de outubro de 2012
terça-feira, 2 de outubro de 2012
sábado, 29 de setembro de 2012
AS PESSOAS FAZEM A DIFERENÇA
Tanto para o país quanto para as
empresas, o caminho mais direto para avançar é aprimorar o capital humano,
concluíram os debatedores do quarto EXAME Fórum. / Humberto Maia Junior
Há
pouco mais de 100 anos, o inglês Alfred Marshall, um dos maiores economistas de
todos os tempos, responsável por sistematizar a ideia de que o valor de um
produto é determinado por sua procura e pelo custo de produção (um princípio
hoje banal), afirmou: “O mais valioso entre todos os capitais é aquele
investido em seres humanos”. Marshall demonstrava toda a sua confiança no fator
mais importante para o desenvolvimento de uma nação – as pessoas que nela
vivem. A necessidade de o Brasil ampliar o investimento na qualificação de sua
população foi a tônica da quarta edição do EXAME Fórum, realizado em 14 de
setembro, em São Paulo, para uma plateia de 430 empresários e executivos. O
tema do encontro foi “O Brasil e as empresas brasileiras no novo cenário
mundial”. Em três painéis, capitaneados por dois economistas americanos e dois
ministros do governo Dilma, foram debatidos os principais problemas da economia
do país, como a alta carga tributária, burocracia paralisante, excesso de
protecionismo e falta de regras claras para os investimentos. Como ponto comum,
ficou patente que, para o avanço tanto das empresas quanto da economia, é
fundamental dar atenção aos brasileiros, os responsáveis por produzir a riqueza
– e, em última instância, os beneficiários dos resultados conseguidos. “O
Brasil ainda tem vários problemas, mas o ponto em que realmente destoa da
maioria dos países é o baixo investimento em pessoas”, disse, na abertura dos
debates, Paul Krugman, professor da Universidade de Princeton e ganhador do
prêmio Nobel em 2008.
Investir
nas pessoas significa dar a elas condições para que possam prosperar e viver
com qualidade. O Brasil ainda tem índices sociais sofríveis: cerca de 20 em
cada 100 crianças morrem antes de completar 1 ano. Quase metade das residências
brasileiras não está ligada à rede de esgoto. E cerca de 15% dos brasileiros
com mais de 25 anos estão enquadrados na categoria “sem nenhuma instrução
escolar”. Recentemente, o governo anunciou algumas medidas para impulsionar os
investimentos em infraestrutura e outras para cortar custos das empresas. São
medidas importantes – fundamentais, diga-se – para a modernização da economia.
E devem vir acompanhadas por investimentos nas pessoas. “Construir fábricas ou
estradas é importante. Mas, se eu dissesse onde um país mais tem de investir,
seria nas pessoas”, disse Krugman. “Elas podem fazer o país do futuro”. Um dos
melhores investimentos é aprimorar o nível de ensino. Os avanços obtidos, como
a universalização da presença nas escolas, ainda são insuficientes para a
competição com outros países. “Nossa evolução foi mínima”, disse Jorge Gerdau
Johannpeter, presidente do conselho de administração do grupo Gerdau. Sua
conclusão se baseia na comparação com o padrão de nações mais desenvolvidas.
“Que tipo de pessoas precisamos para ser competitivos? Eu quero o cidadão
sul-coreano”, afirmou Gerdau, referindo-se ao ganho de produtividade do país
asiático obtido após investimentos na
melhoria do ensino. Um estudo do economista Eric Hanushek, da Universidade
Stanford, nos Estados Unidos, mostrou que países com bom desempenho dos
estudantes em testes cognitivos apresentam crescimento da renda maior do que
aqueles em que os alunos tiram nota baixa. Ele afirma que a melhora de 25
pontos nos resultados do Pisa, exame feito pela OCDE (cuja média dos países
ricos é 500), resulta em aumento de 0,5 pontos percentuais na taxa anual do PIB
per capta. Uma projeção considerando a manutenção desse ganho por 80 anos
resultou num PIB três vezes maior. “No longo prazo, o investimento que faz a
diferença é na educação”, diz Hanushek.
Paul
Romer, da Universidade de Nova York, outro convidado do EXAME Fórum, defendeu a
tese de que os governos devem ser “pequenos e fortes”. Ao Estado cabe, por
exemplo, o papel de órgão regulador. “Quando pedem a um governo para fazer
muito, ele deixa de fazer o básico”, diz Romer. E o que seria o básico? Romer
faz analogia entre o papel do Estado e o da área de recursos humanos de uma
empresa. “Os governantes devem atuar da mesma maneira que um diretor de
recursos humanos”, diz ele. “Devem criar políticas para reter e trazer novos
talentos ao país, além de garantir que recebam treinamento e estejam
saudáveis”. Outro caminho para o desenvolvimento das pessoas é o trabalho. “Num
emprego formal, o funcionário tem contato com gerentes qualificados e boa tecnologia”
diz ele. “Não deixa de ser uma escola com grandes oportunidades de
aprendizado”. Pesquisas indicam, por exemplo, que os mexicanos que passaram um
ano trabalhando nos Estados Unidos ganham 10% mais ao voltar ao México –
reflexo do que aprenderam no mercado americano. Felizmente, o Brasil avançou
nesse quesito: nos últimos dez anos, foram criados 15 milhões de empregos
formais.
O
estímulo às pessoas é ainda mais importante num cenário de crise global.
Krugman prevê que estados Unidos e Europa levarão anos para o retorno à
estabilidade. Do lado de cá do Atlântico, o problema é agravado pela rivalidade
extremada entre os partidos políticos Republicano e Democrata, o que dificulta
a aprovação de medidas para a recuperação. Ele afirma que, num cenário otimista,
os Estados Unidos só retomarão o crescimento pré-crise no fim do próximo
mandato presidencial, em 2016. A Europa, onde o quadro é mais grave, depois
disso. É nesse cenário que o ministro da Fazenda, Guido Mantega, aposta no
crescimento de 4% da economia brasileira em 2013. Mantega prevê que, no próximo
ano, as medidas de incentivo adotadas em 2012 surtirão o efeito desejado. “O
Brasil é hoje um país mais competitivo e um dos únicos com chance de
crescimento”, disse ele. Será ainda mais se investirmos nas pessoas. Como disse
em seu discurso Roberto Civita, presidente do conselho de administração do
Grupo Abril, que edita EXAME, são os “esforços e a ousadia de homens e mulheres
livres para empreender e melhorar de vida que estão por trás dos avanças ocorridos
no mundo nas últimas décadas”.
É
o que o Brasil deve perseguir.
Publicado na Revista
EXAME, Edição 1.025, Ano 46, Nº 19, de 03/10/2012.
segunda-feira, 10 de setembro de 2012
quarta-feira, 29 de agosto de 2012
CURSOS DE EDUCAÇÃO CONTINUADA EM SALVADOR - BAHIA
A
Fundação de Apoio à Pesquisa e à Extensão – FAPEX com o objetivo de expandir sua
atuação como realizadora e fomentadora de ensino, pesquisa e extensão oferece
cursos de curta duração cuja perspectiva é a educação continuada de
profissionais atuantes no mercado.
Os
cursos, ministrados em turmas abertas, e também “in company”, objetivam
alavancar conhecimentos e habilidades para auxiliar a tomada de decisões e
aprimorar o processo decisório estratégico, bem como informar sobre as ferramentas
de gestão mais adequadas.
A
Habilitas Consultoria e Serviços em Gestão Empresarial, através de seu
sócio-Diretor, Professor Plínio José Figueiredo Ferreira, assumiu a coordenação
e aplicação dos conteúdos programáticos, bem como a supervisão das atividades
docentes.
A
estrutura temática definida abrange as seguintes áreas:
Administração
Estratégica
Administração
Contábil e Financeira
Administração
Pública
Gestão
de Projetos
Gestão
de Pessoas
Tecnologia
da Informação
Mais
informações podem ser obtidas através dos sites www.fapex.org.br e www.habilitasconsult.com
terça-feira, 28 de agosto de 2012
NERVOS A FLOR DA PELE – ESTRESSE
Por João Humberto de Azevedo
Considerado
o mal do século, o estresse não é propriamente o problema. O problema é como
lidamos com ele e o que nomeamos como sendo algo estressante.
Criativo; ótima comunicação; competente; disposto;
grande poder de concentração; sabe mandar e receber ordens, ouvir e se colocar;
é capaz de estimular o crescimento do grupo e dos indivíduos, além de almejar o
crescimento também para si e para a empresa. Você conhece este semideus?
Ele tem boa aparência e alto grau
de compreensão do comportamento humano; sabe lidar com ataques histéricos de
seus patrões; não se abala quando chamado de incompetente; mostra tranquilidade
quando é colocada sobre seus ombros a responsabilidade de um erro a respeito de
algo que na verdade não lhe competia; tem alto poder de análise e um emocional
impecável. Pois saiba que este é o perfil daquele que as empresas consideram o
“bom profissional”.
Tensões e demandas pessoais e
profissionais são os fatores de estresse no ambiente de trabalho. E quem não as
sente provavelmente não será deste planeta. Pesquisa da Accountemps – empresa
estadunidense especializada em recrutar profissionais temporários, realizada
junto a um grupo de Chief Financial Officers (CFO’s) demonstrou que a maioria
dos entrevistados (41%) considerou que conciliar demandas pessoais e
profissionais era a principal causa do estresse e que fatores relacionados com
as políticas da empresa e conflitos com colegas de trabalho eram apenas o
segundo fator de estresse (28%). Ao contrário do que pensavam muitos experts no
assunto, as longas jornadas de trabalho e a lista excessiva de atribuições
estão longe de serem as principais causas de estresse – somente 9% e 2%,
respectivamente, dos entrevistados indicaram esses dois fatores.
Vera Calvet, fundadora do
Instituto Ráshuah do Brasil (IRB), mestra em Filosofia, concorda em parte com
os dados da pesquisa, mas ressalta que entre as causas emocionais do estresse
no ambiente de trabalho e na vida pessoal estão três importantes fatores: alto
padrão de exigência pessoal, medo e frustração. “O perfil do que as empresas
consideram ser de um bom profissional passa por características de semideuses”.
Vera acrescenta que o bom profissional deve sempre estar pronto para se dedicar
de corpo e alma à empresa, sem hora para terminar um serviço e jamais deixar
que os seus problemas pessoais interfiram em seu trabalho. Precisa saber lidar
com as constantes frustrações positivamente e jamais temer, pois tem confiança,
coragem, ímpeto, bom humor e vitalidade contagiante. O profissional-modelo
também não fica doente ou cansado, nunca falta ao trabalho e tem prazer em
trabalhar durante suas férias quando requisitado. Existirá algum terráqueo
assim?
“Quando se trata de uma mulher, a
perfeição é que ela não tenha filhos e, de preferência que nunca engravide. E o
mais importante, esse profissional perfeito não deve ganhar acima do que a
empresa acha que vale o seu trabalho, ou que esteja disposta a pagar”. É
realmente longa a lista dos poderes desse super-herói imaginário. “Como se não
bastasse este padrão utópico de profissional, têm sido estabelecidos também
altos padrões para diversos setores de nossas vidas, pois existem padrões
estéticos onde a beleza física é um padrão, padrões de relacionamentos
perfeitos, etc.”, complementa Vera e questiona: “Como não viver em permanente
estado de medo e frustração diante de tamanhos absurdos”?
Ao consultório da terapeuta, a
maioria dos pacientes chega com sintomas físicos bastante acentuados, outros
com sintomas emocionais devastadores para seus relacionamentos pessoais ou
profissionais. “O estresse não é propriamente uma doença, mas um estado do
organismo quando submetido ao esforço e à tensão. Diante de uma situação
estressante, o corpo sofre reações químicas que preparam o organismo para
enfrentar este desafio. O prejuízo, entretanto, acontece quando essas situações
são contínuas e o organismo começa a sofrer com as constantes reações químicas
que se sucedem, sem que haja tempo para a eliminação dessas substâncias e sem o
tempo necessário para o descanso e recuperação física e emocional”, explica
Vera.
O
que é estresse?
O Dr. Vladimir Bernik,
psiquiatra, coordenador da Clínica de Estresse de São Paulo, fez um relato
interessante no site www.cerebromente.org.br,
para explicar o que é estresse. Diz ele que o mundo surpreendeu-se com a
notícia de que a espaçonave russa – estação espacial Mir (Paz) – ficara sem
energia por uma ordem errada do comandante Vladimir Tsibliev. O médico que
cuida dos tripulantes, Igor Goncharov, explicou com a maior naturalidade que o
engano fora resultante do estresse do comandante. Nunca a palavra estresse
ganhou tamanha notoriedade em circunstâncias tão dramáticas. “E o que é
estresse”? indaga Bernil no artigo, para em seguida explicar que não há ainda
uma definição nos compêndios de patologia médica e busca no dicionário Aurélio
uma definição de estresse (em bom português): "o conjunto de reações do
organismo a agressões de ordem física, psíquica, infecciosa, e outras capazes
de perturbar a homeostase (equilíbrio)”. Hoje o termo estresse é amplamente
usado na linguagem atual e nos meios de comunicação. Designa uma agressão, que
leva ao desconforto, ou as consequências desta agressão.
Hans Selye, o criador da moderna
conceituação de estresse, considera o estresse fisiológico como uma adaptação
normal; quando a resposta é patológica, em indivíduo mal adaptado registra-se
uma disfunção, que leva a distúrbios transitórios ou a doenças graves e, no
mínimo, agrava as já existentes e pode desencadear aquelas para as quais a
pessoa é geneticamente predisposta. “Aí se torna um caso médico por excelência.
Nestas circunstâncias desenvolve-se a famosa síndrome de adaptação, ou a luta e
fuga (fight or flight)”, de acordo com o próprio Selye. Para ele “o estresse é
o resultado de o homem criar uma civilização que ele, o próprio homem, não mais
consegue suportar”. Há estudos demonstrando que atualmente o estresse atinge
cerca de 60% de executivos, e tem sido chamado de doença do século ou doença do
terceiro milênio. Trata-se de um sério problema social e econômico; trata-se de
uma preocupação de saúde pública. O estresse ceifa pessoas ainda jovens, em
idade produtiva e geralmente ocupando cargos de responsabilidade, imobilizando
e invalidando as forças produtivas e excluindo-as das atividades necessárias ao
desenvolvimento de um país. Segundo o Dr. Bernik, não se sabe exatamente a
incidência no Brasil, mas nos Estados Unidos são gastos de US$ 50 a US$ 75 bilhões
por ano em despesas diretas e indiretas. Isto significa uma despesa de US$ 750
por ano por pessoa que trabalha. “A vulnerabilidade hereditária, aliada à
preocupação com o futuro, num tempo de incertezas, de um país que estabiliza a
moeda, mas aumenta o número de desempregados – ao mesmo tempo em que a
qualidade de vida piora – existem os medos do empobrecimento, do envelhecimento
em más condições, além de alimentação inadequada, pouco lazer, falta de apoio
familiar e consumismo exagerado. Todos são fatores pessoais, familiares,
sociais, econômicos e profissionais, que originam a sensação de estresse e seu
consequente desencadeamento de doenças, de uma simples azia à queda
imunológica, que pode predispor infecções e até neoplasias”.
Os
sintomas
A terapeuta Vera Calvet observa
que por não ser exatamente uma doença, os sintomas do estresse são indefinidos
e ao mesmo tempo abrangentes. “Podem ir de uma dor de cabeça, distúrbios do
sono, irritabilidade, cansaço, dificuldade de concentração ou tensão muscular,
até dificuldades respiratórias, dificuldade de memória, problemas digestivos,
pressão alta, problemas cardíacos, e até mesmo distúrbios psíquicos como
síndromes, depressão e pânico”.
Ela esclarece que existem
diferentes gradações e sinais que podem ser atribuídos ao estresse, embora
todos nós estejamos expostos a ela diariamente. Algumas pessoas não são tão
suscetíveis em um primeiro momento, outras não notam tão claramente a pressão
emocional que estejam sofrendo até que adoeçam ou sofram algum tipo de desequilíbrio
emocional, e há ainda as que, ao contrário, são extremamente suscetíveis.
“Existem outros sintomas mais
sutis, mas esses são os principais que podemos citar como bons sinais de
alerta”, complementa. Mas, ela pondera que é possível gerenciar o estresse,
mesmo porque ele faz parte da vida cotidiana, uma vez que vivemos em sociedade
e todas as nossas ações vão interferir na vida de outras pessoas. “A menos que
se torne um eremita, mesmo assim terá seu próprio nível de estresse, pois para
nos suprir, precisamos lidar com as exigências cotidianas da vida social que
temos. O estresse não é propriamente o problema. O problema é como lidamos com
ele e o que nomeamos como sendo algo estressante! O que é extremamente
estressante para uns, não é para outros! Daí, podemos concluir que a única
forma de lidarmos com o estresse é nos conhecermos cada dia mais para sabermos
detectar onde estamos exigindo de nós mesmos, mais do que poderíamos".
Como lidar com o estresse no
ambiente de trabalho? “As exigências estão aí e fazem parte da vida cotidiana.
Mas o quanto conhecemos de fato a nós mesmos, o quanto estamos conscientes de
nossos poderes e limites, o quanto podemos reconhecer o que nos traz felicidade
e realizações profissionais de verdade, o quanto estamos dispostos a correr
riscos ou pagarmos o preço de nossas atitudes, enfim, o quanto temos de poder
de adaptação e autoconhecimento é que é a chave para lidarmos com o estresse”,
ressalta Vera e aconselha: “Procure investigar a verdade de seus sentimentos e desejos!
Lembre-se de que, em média, das catorze horas que passamos acordados por dia,
80% delas são destinadas à locomoção e ao trabalho. Seu trabalho precisa ser
prazeroso”.
Vera costuma dizer a seus alunos
que estamos diante do enigma da grande esfinge: Decifra-me ou eu te devorarei!
“E a esfinge, somos nós! A esfinge é você! Decifre a si mesmo ou poderá ser
devorado pelo personagem que criou, sem perceber! Preste atenção aos sintomas
de que sua vida esteja mais estressante do que suporta! Preste atenção ao medo
e às frustrações. Faça uma auto-observação e, principalmente, tome uma atitude
consciente, agora! Você merece! Faça isso por si e pelas pessoas a sua volta!
Conhecer a si mesmo pode ser o melhor e mais gratificante que terá em sua
vida”!
Como
administrar o estresse
Pressão para o cumprimento de
metas, reuniões, trânsito, entre outros, são responsáveis pelo estresse que
afeta o rendimento e as relações do profissional no ambiente de trabalho. De
acordo com dados da Iternational Stress Management Association (ISMA-BR), o
estresse afeta 70% dos brasileiros, sendo que 30% sofrem com níveis elevados. Algumas
medidas simples podem minimizar este mal que afeta tantos trabalhadores
brasileiros:
Respirar fundo nos momentos mais
complicados;
Deixar a mesa de trabalho por
alguns minutos para tomar água ou café é outra medida importante para gerenciar
a pressão;
Sair do foco do assunto gerador
do estresse, mesmo que por pouco tempo;
Realizar atividades que permitam
que o profissional se “desligue” dos problemas, como: exercícios físicos, yoga,
ouvir música ou simplesmente assistir TV.
Além disso, os terapeutas
ocupacionais dão algumas dicas para administrar melhor o estresse: organize seu
tempo e faça dele um aliado; trabalhe naquilo que lhe dá prazer; equilibre trabalho
e lazer; reserve tempo para si mesmo; substitua os pensamentos negativos por
positivos, mudando a forma de pensar; descanse adequadamente à noite; procure
alguém para conversar ou desabafar; ajude alguém, isso melhora a sua
autoestima.
Publicado
na Revista Brasileira de Administração.
Edição
nº 89. Julho/agosto 2012.
segunda-feira, 25 de junho de 2012
RISCOS QUE NÃO CORREMOS, RESULTADOS QUE NÃO ATINGIMOS
Por Ivan
Postigo
Nossa mente é
impressionante. Uma palavra, uma imagem, nos remete a análise de situações que
sequer estávamos levando em consideração naquele instante.
Por essa
razão, a melhor forma de “turbinarmos” nossa criatividade e melhoramos nossos
resultados é nos colocarmos em movimento.
Há momentos
em que, mesmo nos dedicando para encontrar a solução para um problema, nos
sentimos presos num labirinto. A pergunta é: O que fazer?
Pare! É hora de sair, conversar, olhar a
questão sob um novo ângulo.
Dia desses
convidei meu filho para acampar, enquanto ele ria e me dizia que achava que
estava numa nova fase, do conforto, frigobar e dos lençóis limpos, um filme
passava pela minha cabeça.
“Via e
ouvia”, nitidamente, seus amigos chegando à nossa casa, dizendo que haviam passado
nos vestibulares, em escolas que não imaginavam um dia conseguir aprovação.
A frase era
sempre a mesma: “Nossa, nunca imaginei conseguir!”.
Uma verdade
para o lado consciente, uma inverdade para o inconsciente.
A voz
interior, aquela que deixamos de ouvir, dizia a eles para estudarem, fazerem as
inscrições para os vestibulares, realizarem as provas e irem ver os resultados;
enquanto o lado consciente dizia, tudo bem, mas não vai dar certo!
Quando eu
lhes perguntava: “Você nunca acreditou nisso, então porque fez a inscrição e as
provas?”.
Acredite, a
resposta sempre era: “Ah, lá no fundo eu tinha uma pequena esperança!”.
Na vida tudo
é assim. Temos que nos preparar, mas principalmente dar ouvidos à voz interior
e uma chance àquela pequena chama: a esperança.
O tempo
passa, nos formamos, nos tornamos profissionais e cada vez ouvimos menos a voz
interior.
Isso me
remeteu a outra questão, a dos resultados de muitas empresas e como são
administrados.
Os primeiros
meses do ano não lhes trouxeram uma contribuição satisfatória, o semestre praticamente
se encerra sem nenhuma mudança no panorama, e pior, não conseguem prever o que
vai acontecer daqui para frente.
Uma correção!
Conseguem sim prever, mas não se arriscam a colocar no papel e enfrentar a
questão.
Empresas com
essa configuração são dependentes de uma melhoria substancial no mercado. A voz
interior já está lhes dizendo que nesse ritmo os resultados serão os mesmos, há
necessidade de ação.
O “planejamento”
que fazem são cópias fiéis do cenário desenhado para o ano que se encerrou,
apesar de não tê-los atingidos.
Um plano,
partindo da base zero, estabelecendo novas metas e compromissos, traz um enorme
risco.
No mundo dos
negócios duas coisas são constantes: mudanças e riscos. Resultados diferentes jamais
serão conseguidos com as mesmas atitudes.
Imagine o
atleta que treina para uma olimpíada. Ele terá aquela chance, só aquela.
Alguns
esportes são coletivos, mas o que dizer dos individuais?
Nos negócios,
como no esporte, as regras são: Aprenda, treine com os melhores, estabeleça
suas metas, se comprometa , vá lá e traga o resultado.
Considere que
você como gestor é um atleta olímpico e terá pela frente seus concorrentes
nessas provas, que medalha acredita que conseguirá este ano?
Você já
conhece as regras, está procurando aprender, tem estudado as questões que
dificultam sua empresa de obter melhores resultados, tem procurado os melhores
colaboradores, já estabeleceu suas metas, está comprometido?
Ótimo, agora
ação!
Sem correr os
riscos não obterá os resultados. Corra, salte, nade, faça o que o seu esporte determina,
mas se arrisque a conseguir uma medalha!
Ivan Postigo é Economista, Bacharel em Contabilidade,
Pós-graduado em Controladoria pela USP. Diretor da Postigo Consultoria de
Gestão Empresarial. Autor do livro: Por que não? Técnicas para Estruturação de
Carreira na área de Vendas.
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